A Polícia Federal deflagrou hoje (7) a “Operação Rabbit” para investigar suspeitas de “front running” no mercado financeiro. Essa prática envolve o uso ilegal de informações privilegiadas para influenciar o preço de produtos de investimento. O grupo obtinha ganhos em operações de day trade na bolsa.

A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, com ações nos bairros da Freguesia e da Tijuca, na zona norte da cidade. Os investigados podem responder por “front running”, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com penas que podem passar de 20 anos de prisão, além de multas e a devolução dos valores obtidos ilegalmente.

As investigações começaram após denúncia de que os investigados recebiam informações privilegiadas de um funcionário de uma distribuidora de títulos e valores mobiliários (DTVM). Isso permitia que eles se antecipassem a movimentos do mercado.

A investigação constatou que, com essa ajuda, o grupo criminoso tinha taxa de êxito superior a 94% em operações de day trade, aqueles em que o investidor começa e termina a negociação de uma ação no mesmo dia. No total, se estima que o grupo tenha lucrado mais de 5 milhões de reais com essa prática ilegal. 

A Justiça ordenou o sequestro de bens e valores no total de 5 milhões de reais. Um funcionário de uma DTVM foi afastado do cargo por seu envolvimento.

As ordens judiciais vieram da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ajudou nas investigações, apontando o lucro obtido entre 2016 e 2022.