Não é boa a relação entre o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e Jair Bolsonaro. Apesar do apoio formal, eles não se veem e falam pouco. Aliados de ambos confirmam que o prefeito tem certa dificuldade de aproximação e, quando muito, liga para ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em busca do ex-presidente.
A situação na campanha de Nunes hoje, como revelou o Bastidor, é de muita preocupação com o avanço de Pablo Marçal sobre o eleitorado bolsonarista em São Paulo.
Uma espécie de central de crise foi chamada pelo governador Tarcísio de Freitas, que também está insatisfeito com a campanha de Nunes. O marqueteiro Duda Lima foi chamado. A avaliação é que a comunicação do prefeito está prostrada, com dificuldades de encontrar saídas para enfrentar Marçal nas redes sociais, que tem 12 milhões de seguidores no Instagram.
Até o deputado Nikolas Ferreira foi chamado para dar dicas ao candidato à reeleição, mas recusou-se a gravar um vídeo de apoio. Em entrevista nesta semana, Bolsonaro elogiou Marçal e disse que Nunes “não é o candidato dos sonhos”.
Persiste um dilema na campanha de Nunes: aderir de vez ao bolsonarismo – e usar o ex-presidente em suas peças – ou permanecer como está hoje. Sempre houve o receio da rejeição de Bolsonaro em São Paulo afetar a candidatura de Nunes. As pesquisas mostram que seis entre dez paulistanos rejeitam Bolsonaro.
Pessoas próximas ao ex-presidente querem mais acenos de Nunes à pauta bolsonarista. Há no entorno do prefeito quem discorde, uma visão que tem preponderado.

