A Polícia Federal prendeu na manhã deste sábado (17) o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque em Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro. Ele estava foragido desde 17 de julho, quando a juíza Carolina Lebbos decretou sua detenção.

Duque foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a uma pena de 39 anos, 2 meses e 20 dias em regime fechado. O ex-diretor da Petrobras chegou a ser preso em 2015 na 10ª fase da operação Lava Jato, mas foi solto em 2020.

A defesa de Duque, ainda em julho, encaminhou ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, um pedido de suspensão da prisão decretada pela 12ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

Os advogados pediram a anulação de todos os atos praticados pelo ex-juiz Sergio Moro e pelo Ministério Público Federal no Paraná contra Duque, além do trancamento da ação penal. A defesa alegou que o ex-diretor foi vítima de ilegalidades da Lava Jato, incluindo a utilização do acordo de leniência da Odebrecht na denúncia que o condenou; assim, sua pena deve ser anulada.

Duque foi diretor de Serviços da Petrobras nos primeiros mandatos de Lula. Era indicação de confiança do presidente e do PT, sobretudo de João Vaccari, o tesoureiro do partido que também caiu na Lava Jato. Todos chegaram a ser condenados por corrupção e lavagem de dinheiro, em razão das fraudes e dos desvios na empresa.