Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, não é tratado hoje sequer como uma possibilidade para assumir o cargo de CEO da Vale. A chance é zero, disse ao Bastidor uma fonte que faz parte do conselho de Administração da empresa. Outra fonte da cúpula do governo Lula, que trata da sucessão, disse o mesmo.

O governo Lula, que busca alternativas para emplacar um nome de seu agrado, portanto, também já não vê uma possível indicação de Durigan como viável para substituir Eduardo Bartolomeo no comando da mineradora.

O número 2 de Fernando Haddad no ministério da Fazenda chegou a ser divulgado como o candidato ideal do governo para o cargo. Era balão de ensaio. O nome de Durigan nem aparece na lista da empresa de consultoria Russell Reynolds, contratada pela Vale para auxiliar na escolha do novo CEO. Também não foi considerado seriamente pelos maiores players da sucessão.

Durigan é elogiado pela capacidade técnica. Mas a inexperiência política é um obstáculo intransponível – o principal problema da Vale hoje, como concordam quase todos os envolvidos nas tratativas, é a falta de interlocução política qualificada com Brasília e os governadores.

As negociações prosseguem. Ao menos dois nomes que já fazem parte da Vale surgem como opções para o cargo. Um deles, como noticiou o Bastidor, é o do atual vice-presidente financeiro da empresa, Gustavo Pimenta.

Um dos artífices dessa articulação é o empresário Rubens Ometto, da Cosan, que é acionista da Vale. No arranjo, Luiz Henrique Guimarães, conselheiro da empresa e homem de confiança de Ometto, assumiria a Vice-Presidência de Minério de Ferro.

Quem também desempenha um papel importante no processo de sucessão é o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), que tenta viabilizar alguns nomes ao apresentar como alternativas para o presidente Lula.