O ministro Vinícius Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU), solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que envie ao órgão a íntegra das provas que a Justiça tem relacionadas ao inquérito que apura a entrada ilegal de joias no país recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, depois de visita à Arábia Saudita.

Na petição, Carvalho afirma que recebeu apenas os autos principais da ação, sem os demais elementos de prova e laudos da Polícia Federal relacionados ao caso. O chefe da CGU afirma que faltam dados como áudios e conversas de WhatsApp, e-mails, registros fotográficos, termos de depoimento, informações bancárias e outras.

Carvalho afirma que tais documentos são imprescindíveis para que a CGU possa definir se haverá algum tipo de punição relacionada às joias. Ainda de acordo com ele, todo o material continuará sob sigilo, se for solicitado pelo STF.

O caso das joias de Bolsonaro parece não ter fim. Depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ficar com um relógio Cartier, que recebeu de presente no seu primeiro mandato, a defesa do ex-presidente tenta anular o inquérito relacionado às jóias sauditas.

O entendimento é de que a decisão favorável a Lula, na prática, também poderia beneficiar Bolsonaro. Com isso, o ex-presidente poderia continuar com a posse dos itens, avaliados pela Polícia Federal em cerca de 6 milhões de reais. Os policiais o indiciaram pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, já que ministros da antiga administração também participaram da pataquada.