Mauro Campbell Marques foi empossado corregedor do Conselho Nacional de Justiça nesta terça-feira (3). O ministro do Superior Tribunal de Justiça ocupará até setembro de 2026 o cargo que lhe dá poderes sobre todos os juízes do país, exceto os ministros do Supremo Tribunal Federal.

Campbell discursou por quase 30 minutos para uma plateia recheada de políticos, ministros do governo e das cortes superiores, além de figuras importantes do Judiciário e da igreja católica. Fez questão de destacar a amizade com alguns chefes de Poder e presidentes de cortes superiores ou instituições.

Dentre os nomes mencionados, estavam Rodrigo Pacheco, Arthur Lira, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Herman Benjamin e Paulo Gonet, respectivamente, presidentes do Senado, da Câmara, do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral e o procurador-geral da República.

O corregedor Nacional de Justiça é conhecido em Brasília por manter boas relações com pessoas dos três poderes. Foi aprovado para o cargo pelo Senado em junho deste ano, com 62 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção.

No STJ, um dos principais aliados políticos de Campbell é Luís Felipe Salomão, seu antecessor no cargo. Fez questão de dizer que continuará com as iniciativas do colega. A dupla tem sido responsável por fazer a interlocução da corte superior com o presidente Lula, que esteve presente na posse.

Salomão comprou inúmeras brigas. Praticou revisionismo judicial com a Lava Jato e investigou diversos tribunais por suspeitas de corrupção, como o da Bahia. Se levado a cabo, essa missão poderá engrossar as críticas contra Campbell devido à maneira ferrenha com que disputa a indicação para vagas no Judiciário.

O exemplo mais recente tem sido sua disposição em emplacar o procurador de Justiça do Acre Sammy Barbosa como ministro do Superior Tribunal de Justiça.

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