Há no PT insatisfações com a campanha de Guilherme Boulos. Membros do partido consideram que a candidata a vice, Marta Suplicy, tem sido mal aproveitada. A avaliação é compartilhada pela própria Marta, que disse isso a pessoas próximas.

A análise leva em conta a necessidade de conquistar votos na periferia. Segundo esses petistas, é Marta, e não Boulos, quem tem maior capacidade de conquistar esse eleitorado, devido ao seu histórico como prefeita. Defendem um maior protagonismo da candidata a vice. A própria Marta está incomodada.

Há ainda a percepção de que é preciso ir além do discurso de vencer o bolsonarismo em São Paulo. Resultados de pesquisas internas mostram o crescimento de Pablo Marçal. Há um sinal de alerta, mas não desespero, já que a preocupação maior seria enfrentar Ricardo Nunes no segundo turno. As chances de vitória de Boulos contra o atual prefeito, avaliam, seriam menores, como mostram as pesquisas oficiais. Preferem enfrentar o coach.

A estratégia será semelhante à do presidente Lula em 2022 contra Bolsonaro, caso o cenário de Boulos e Marçal no segundo turno se concretize. A montagem de uma frente ampla contra coach e a defesa da democracia serão as principais bandeiras.