O ex-governador do Piauí Hugo Napoleão (PSD) foi condenado por improbidade administrativa por desviar mais de 6,7 milhões de reais da empresa Águas e Esgotos do Piauí (Agepisa). O crime é de 2002, quando Napoleão disputou a reeleição e perdeu para o então novato Wellington Dias, do PT, hoje ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Também foram condenados a ex-primeira-dama Leda Napoleão, o ex-secretário de Estado da Fazenda Virgílio Cabral, o ex-diretor-presidente da Agepisa Elcio Leite e o ex-diretor financeiro José Ribamar. Todos foram julgados por improbidade pelo juiz Gustavo André Oliveira dos Santos, da 1ª Vara Federal do Piauí.
O esquema envolvia os altos escalões da Agespisa, que registravam dívidas fictícias da empresa. Funcionários da Caixa Econômica Federal autentificavam os cheques e tomavam as medidas necessárias para que a empresa pudesse pagar.
Não havia dívida alguma. Os valores foram entregues ao casal Napoleão. Segundo as investigações do MPF, a entrega era feita de forma discreta: o dinheiro era colocado no elevador de serviço do prédio onde moravam os Napoleão.
Hugo Napoleão, Leda Napoleão, Virgilio Cabral, Elcio Leite e José Ribamar Veloso Filho foram condenados a devolver os 6,7 milhões, atualizados desde setembro de 2002.O dinheiro será entregue à Agespisa. Terão ainda de pagar multa do mesmo valor, também atualizado.
Os réus foram ainda condenados à suspensão dos direitos políticos por oito anos, com exceção do ex-governador, perdeu os direitos políticos por 10 anos. Todos estão proibidos de fazer negócios com o Poder Público por oito anos.
Ao Bastidor, Hugo Napoleão disse que vai recorrer.

