Em reunião na noite de hoje (segunda), o União Brasil e o PSD fecharam acordo para enfrentar a candidatura de Hugo Motta à Presidência da Câmara. O acerto foi liderado pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
As duas partes combinaram que, por ora, as candidaturas de Elmar Nascimento (União) e Antonio Brito (PSD) serão mantidas. A depender do desenrolar da campanha, um dos dois nomes pode se impor, numa composição ainda a ser definida. Isso pode acontecer até mesmo num eventual segundo turno das votações.
A aliança tática visa a diminuir a força de Hugo Motta, cuja candidatura foi avalizada pelo Planalto, por Ciro Nogueira e até por Tarcísio de Freitas. A ideia dos dois é trabalhar para rachar as bancadas que possam apoiar Motta.
O movimento indica que a disputa pela sucessão de Arthur Lira acentuou-se e tem potencial para redefinir a correlação de forças na Casa. É provável que a batalha na Câmara repercuta no Senado, onde o União Brasil aposta tomar o controle do Congresso por meio de Davi Alcolumbre – embora em outra Casa, o senador tenta ocupar um espaço semelhante ao que Lira detinha até agora.
É mais do que uma disputa pelo comando da Câmara e do Senado. É uma guerra pelo controle do Congresso. Em tempos de emendas bilionárias e de pressão por impeachment de ministro do Supremo, os vencedores desfrutarão de um poder imenso.

