Embora ainda tente uma sobrevida, está praticamente descartada a candidatura do líder do União Brasil, Elmar Nascimento, à presidência da Câmara. Seu principal fiador, Arthur Lira, já embarcou junto com seu partido, o PP, em Hugo Motta, do Republicanos.
Restará a Elmar apoiar Antônio Brito, do PSD, hoje visto por muitos deputados que resistem a votar em Motta como mais competitivo que o líder do União Brasil para a disputa.
A princípio, o acordo entre Brito e Elmar envolve somente o segundo turno. Quem passar terá o apoio do outro contra Motta. A aposta, contudo, é que Elmar desista antes.
O veto do governo Lula já foi um fator determinante para Elmar perder o favoritismo – e, mesmo a despeito de liderar o maior bloco da Câmara, a falta de apoio de Lira será crucial na eleição.
Elmar também enfrenta resistência de um grupo de parlamentares de diferentes partidos (PL, Novo, Republicanos e Podemos) que reclamam do que chamam de “truculência” do deputado. A postura seria uma herança de Lira, que comanda a casa com atropelos e muito a partir de sua vontade própria, como mostrou o Bastidor em maio.
Há um documento que será levado às principais candidaturas para que o regime interno da Câmara volte a ser como era antes da pandemia de covid-19. Lira, que acumulou poder na condução da casa durante o período, se recusa a reestabelecer as coisas como sempre foram.
Brito, segundo deputados consultados pelo Bastidor, já se comprometeu a volta à normalidade pré-pandemia nos ritos da casa. Hugo Motta ainda não falou no assunto.

