A tentativa de Pablo Marçal de discursar no ato de 7 de setembro na avenida Paulista deixou o ex-presidente Jair Bolsonaro irado com o candidato a prefeito. A manifestação tinha dois propósitos: defender a anistia dos presos pelos ataques do 8 de janeiro e criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Não havia previsão de incluir a eleição de São Paulo nos discursos.
Na manifestação também apareceram bandeiras e adesivos com a frase “Bolsonaro parou. Marçal começou. Pablo Marçal presidente do Brasil”, o que irritou ainda mais o ex-presidente.
Bolsonaro ficou pistola com Marçal. Aliados dizem que o ex-presidente ainda não se empolgou com a campanha de Nunes. Ao ponto de não vetar que aliados que assim desejassem pudessem apoiar o coach. O episódio do 7 de setembro, contudo, mudou um pouco o cenário.
A despeito da aliança do PL com Nunes, com participação direta do governador Tarcísio de Freitas e de Valdemar da Costa Neto, sempre houve no entorno de Bolsonaro a defesa de apoio, mesmo que implícito, a Marçal.
Nos últimos dias, no entanto, Bolsonaro passou a enviar vídeos no Whatsapp contra Marçal. Associou a candidatura do coach ao ex-governador João Doria. Disse que o candidato a prefeito segue “passo a passo” os conselhos do ex-tucano. Lembra ainda de quando Doria, na campanha de 2018, fez de tudo para se aproximar do ex-presidente com o slogan do “bolsodoria”.
O pastor Silas Malafaia, organizador do ato do 7 de setembro, também criticou Marçal. Lembrou que o candidato evitou críticas diretas a Moraes. O vídeo também se espalhou no Whatsapp.

