Embora tenha ensaiado anunciar o seu candidato para o comando da Câmara em agosto, Arthur Lira já havia estabelecido que o prazo final para a definição se daria em 30 de setembro.
A demora, após definição por apoio a Hugo Motta, se dá devido à tentativa de convencer Elmar Nascimento a não endossar a sua própria candidatura e a de Antônio Brito. Há mágoa na relação de Lira com o líder do União Brasil, mas não surpresa.
Como mostrou o Bastidor, o nome de Motta é uma possibilidade considerada desde março. Era ele quem tinha o perfil, na avaliação de Lira, de unificar os votos da base governista e da oposição, já que não tinha veto do presidente Lula, como Elmar, nem a resistência do ex-presidente Jair Bolsonaro, como Marcos Pereira.
O que foi oferecido para Pereira desistir da disputa – uma indicação para o Tribunal de Contas da União – também começou a ser oferecido a Elmar. Por ora, sem sucesso. A próxima vaga na corte será aberta em fevereiro de 2026. O deputado insiste em se manter candidato, mas já é tratado como azarão por boa parte das bancadas.
Deputados que já estiveram dispostos a votar em Elmar contra Pereira hoje sinalizam preferência por Brito. Por isso, a aposta é que o líder do PSD será o candidato e não Elmar.
Parlamentares da base governista que tendem a fechar com Motta consideram que as articulações de Elmar miram não mais uma candidatura, mas um cargo no governo. O deputado, no início do governo Lula, foi vetado por petistas da Bahia a assumir um ministério.

