O jantar oferecido por Lula aos ministros do Superior Tribunal de Justiça, na noite de quarta-feira (18), serviu para o presidente mostrar à corte quem serão seus representantes nas negociações que envolvem a disputa pelas duas vagas abertas – uma destinada à magistratura federal, outra ao Ministério Público.
Serão eles, pela ordem de importância: Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e ex-ministro do Supremo; Jorge Messias, advogado-geral da União; Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, chefe de gabinete do presidente; e Rui Costa, ministro da Casa Civil.
Costa ficou em último na lista por não ser uma figura próxima da Justiça. De acordo com fontes presentes ao jantar, na Granja do Torto, Costa parecia perdido, sem saber quem eram os presentes. Chegou a perguntar se havia algum baiano na disputa por vaga na corte.
O quarteto unirá forças com os ministros Mauro Campbell e Luís Felipe Salomão, interlocutores do STJ junto ao Planalto, como já mostrou o Bastidor. Indicado como facilitador do diálogo, Campbell pretende emplacar Samy Barbosa, do Ministério Público do Acre, na vaga destinada ao MP.
Além do reforço informal à autoridade do quarteto na disputa pelas duas vagas, o jantar serviu para Lula demonstrar deferência à corte. O presidente reforçou a necessidade de haver mais mulheres na corte.
Lula não pediu votos para Rogerio Favreto, seu candidato na corrida pela cadeira da magistratura federal. Mas presentes entenderam que a recepção calorosa na Granja do Torto também tinha a função de minar a resistência dos ministros ao desembargador federal que decidiu soltar o presidente, então preso, durante o plantão judicial de 8 de julho de 2018.
Poucos negam um pedido, mesmo que indireto, do presidente. Menor ainda é o grupo que se recusa a agradar um chefe de Estado que os recebeu com pompa e circunstância.
Dos 33 ministros do STJ, 23 atenderam ao convite de Lula. Veja na foto abaixo:


