Morreu nesta quinta-feira (3), aos 97 anos, o jornalista e apresentador Cid Moreira. Um dos principais ícones do telejornalismo brasileiro, ele foi a cara do “Jornal Nacional”, da TV Globo, de 1969 a 1996. A longevidade diante do programa de maior audiência da TV brasileira o colocou, por todo esse tempo, como um sinônimo de como se apresentar um telejornal.
A voz grave e marcante ficou eternizada também em outros programas da TV Globo, como o “Fantástico”, onde narrou o quadro do ilusionista Mr. M, que revelava segredos de truques de grandes espetáculos de mágica. Chegou inclusive a entrevistar o artista, durante uma passagem dele pelo Brasil.
Nos anos seguintes, dedicou-se à narração de passagens bíblicas, chegando a gravar uma coletânea de discos em que lia toda a Bíblia católica do início ao fim. Foram vendidas mais de 60 milhões de cópias em todo o país.
Em 2015, Moreira voltou à bancada do “Jornal Nacional” para apresentar a edição que comemorava 50 anos da TV Globo, ao lado do colega Sérgio Chapelin, com quem dividiu o espaço durante décadas. Também esteve presente nas comemorações dos 50 anos do programa, em 2019.
Em uma participação no programa “Altas Horas”, Cid Moreira contou detalhes sobre a vez em que apresentou o “Jornal Nacional” usando bermudas. Segundo ele, por causa de um alagamento, acabou se atrasando para chegar ao estúdio e, quando conseguiu, não teve tempo de trocar toda a roupa, apenas a parte de cima. À época, os apresentadores ficavam sentados durante todo o programa, por trás da bancada.

