O PSD de Gilberto Kassab foi o vencedor nas capitais das eleições realizadas neste domingo (6). O partido conseguiu eleger três das 11 prefeituras em que a disputa se encerrou no primeiro turno. A legenda também estará presente em outros dois confrontos que seguirão no segundo turno.
A legenda já encerrou a disputa no Rio de Janeiro, Florianópolis e São Luís. Em todos os casos, os candidatos do partido foram reeleitos e chegaram à disputa com boa avaliação.
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes se manteve no cargo graças a uma ampla frente, que contou com partidos e políticos de quase todas as esferas, da direita à esquerda. A vitória dele representou uma perda importante para o bolsonarismo, que tentou emplacar o deputado federal Alexandre Ramagem, mas a derrota foi acachapante.
Em Florianópolis, Topázio Neto se manteve no poder mesmo tendo perdido o apoio do ex-prefeito Gean Loureiro, de quem era vice. O antigo alcaide apoiou a candidatura do ex-senador Dario Berger, que saiu menor nas eleições municipais, ficando apenas na terceira posição. Já a esquerda surpreendeu com o deputado estadual Marquito, que, apesar da derrota, fez um número de votos expressivo, considerando que é filiado ao PSOL e não teve o apoio do PT, que tentou a prefeitura com candidato próprio.
Na capital maranhense, Eduardo Braide teve a seu favor, além da popularidade, a falta de Flávio Dino na campanha. Agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador não se envolveu diretamente na campanha de nenhum aliado, o que facilitou a campanha do prefeito, que se reelegeu com o 70% dos votos válidos.
O centrão, como um todo, saiu-se bem no primeiro turno. Além dos candidatos do PSD, o MDB e o União Brasil elegeram dois candidatos, cada, enquanto o Republicanos elegeu Lorenzo Pazolini, em Vitória. O PL elegeu Tião Bocalom, em Rio Branco, e JHC, em Maceió. O PSB conseguiu ver João Campos se manter como prefeito em Recife.
Já o PT não teve nenhum candidato eleito no primeiro turno e, nas capitais, permanece diretamente na disputa em apenas quatro cidades. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o partido participa, mas não como cabeça de chapa, já que Guilherme Boulos é filiado ao PSOL.
Veja as capitais onde as eleições se encerraram no primeiro turno:
Rio Branco
Tião Bocalom (PL): 54,82%
Maceió
JHC (PL): 83,25%
Macapá
Doutor Furlan (MDB): 85%
Salvador
Bruno Reis (União): 78,6%
Vitória
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 56,22%
São Luis
Eduardo Braide (PSD): 70%
Recife
João Campos (PSB): 78,11%
Teresina
Sílvio Mendes (União) 52,3%
Rio de Janeiro
Eduardo Paes (PSD): 60,45%
Boa Vista
Arthur Henrique (MDB): 75,18%
Florianópolis
Topázio Neto (PSD): 58,49%
Veja as capitais onde haverá segundo turno:
Manaus
David Almeida (Avante) 32,15%
Capitão Alberto Neto (PL): 24,95%
Fortaleza
André Fernandes (PL): 40,2%
Evandro Leitão (PT): 34,33%
Goiânia
Fred Rodrigues (PL): 31,1%
Sandro Mabel (União): 27,6%
Cuiabá
Abílio Brunini (PL): 39,6%
Lúdio (PT): 28,32%
Campo Grande
Adriane Lopes (PP): 31,6%
Rose Modesto (União): 29,56%
Belo Horizonte
Bruno Engler (PL): 34,4%
Fuad Noman (PSD): 26,5%
Belém
Igor Normando (MDB): 44,89%
Delegado Éder Mauro (PL): 31,48%
João Pessoa
Cícero Lucena (PP): 49,16%
Marcelo Queiroga (PL): 21,77%
Curitiba
Eduardo Pimentel (PSD): 33,51%
Cristina Graeml (PMB): 31,17%
Natal
Paulinho Freire (União): 44,13%
Natália Bonavides (PT): 28,5%
Porto Alegre
Sebastião Melo (MDB): 49,72%
Maria do Rosário (PT): 26,28%
Porto Velho
Mariana Carvalho (União): 44,51%
Léo Moraes (Podemos): 25,67%
São Paulo
Ricardo Nunes (MDB): 29,49%
Guilherme Boulos (PSOL): 29,06%
Aracaju
Emilia Correa (PL): 41,62%
Luiz Roberto (PDT): 23,86%
Palmas
Janad Valcari (PL): 39,22%
Eduardo Siqueira (Podemos): 32,42%

