Parte de Gilberto Kassab a maior oposição à ideia do governador Tarcísio de Freitas se candidatar à presidência da República em 2026. Para o presidente do PSD, o governador de São Paulo só deve pensar no cargo mais alto do país na eleição de 2030.

Tarcísio nunca descartou totalmente a ideia, mas Kassab, que é dos conselheiros mais próximos do governador, sempre ponderou que Lula é favorito à reeleição, caso mantenha a candidatura.

O que Kassab não conta é o desejo de Lula, – também dito a ele, segundo uma fonte – de que não gostaria de enfrentar o governador em 2026, sua última eleição.

Kassab tem excelente interlocução com Lula. Foi, recentemente, ao presidente para negociar a eleição para o comando da Câmara. Atua, também com o conhecimento de Lula, na tentativa de tirar o favoritismo de Davi Alcolumbre no Senado. O PSD de Kassab conta com 3 ministérios no governo do petista.

Aliados de Tarcísio estranharam a postura de Kassab logo após o fim do primeiro turno em São Paulo. O presidente do PSD voltou a reforçar que o governador deveria se fortalecer para a eleição nacional de 2030 e não em 2026. A interpretação é que, faltando dois anos para o pleito, não é papel de Kassab esfriar os ânimos e a possibilidade de o aliado buscar o cargo mais alto do país.

A liderança de Ricardo Nunes em São Paulo foi atribuída principalmente à resiliência do governador, que enfrentou a resistência bolsonarista em apoiar a reeleição do prefeito.

Tarcísio insistiu, subiu no palanque e fez campanha por considerar que a vitória da centro-direita na maior cidade do país, onde Lula venceu Bolsonaro em 2022, será um passo fundamental para consolidar uma aliança em 2026. Para isso, terá que vencer o obstáculo Kassab.

Bolsonaro, que está inelegível, é um dos defensores de Tarcísio em 2026 e não gosta de Kassab e nem dos seus conselhos