A Anatel divulgou nesta sexta-feira (11) uma lista com 2 mil bets bloqueadas no Brasil. A proibição, porém, esbarra em questões técnicas, como o tempo para o bloqueio, que depende da infraestrutura de cada operadora de telefonia, e o uso de VPNs, ferramentas que mascaram o endereço digital do apostador e podem permitir o acesso.

A notificação sobre o bloqueio foi enviada às operadoras de telefonia na quinta-feira (10), para que as interrupções começassem a ser feitas a partir de hoje. Todas as bets da lista foram bloqueadas porque ão solicitaram autorização para funcionar no Brasil, segundo a Anatel.

O Bastidor tem mostrado há semanas como o governo não se preparou para fiscalizar o mercado de apostas, que começou a ser regularizado no Brasil no fim de 2023.

Há sinais de que os gastos com apostas reduziram o consumo em outras áreas e aumentaram o endividamento das famílias, inclusive como uso do Bolsa Família para esses gastos. As bets tem sido usadas para lavar dinheiro do crime organizado. Há empresas de todos os tipos registradas para atuar no mercado, desde frigorífico até lojas de bijuteria.

A Secretaria de Apostas do Ministério da Fazenda é responsável por autorizar e regular o funcionamento das bets, além de cuidar da primeira camada de fiscalização, que abarca a colheita de informações, a identificação de potenciais irregularidades e encaminhamento dos casos às autoridades competentes: Banco Central, Polícia Federal e Ministério Público.

Um sistema será usado para essa atividade, mas a plataforma ainda está sendo testada. O governo esperava lidar com esse problema a partir de janeiro, mas devido aos problemas já considera a possibilidade de proibir as apostas.

Leia o que o Bastidor já publicou sobre a epidemia das bets e a lista com as empresas irregulares de aposta que terão o acesso bloqueado no Brasil: