O ex-governador do Rio Sérgio Cabral pediu ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, a extensão dos benefícios concedidos ao empresário Marcelo Odebrecht.
Em maio, Toffoli anulou todos os atos praticados no âmbito da operação Lava Jato e pela 13ª Vara Federal de Curitiba contra Marcelo, condenado a 19 anos e 4 meses de prisão pelo ex-juiz Sergio Moro.
O ministro usou argumentos semelhantes àqueles que o fez tornar nulas, em dezembro do ano passado, todas e quaisquer provas obtidas dos sistemas Drousys e My Web Day B, utilizadas a partir do acordo de leniência firmado pela Odebrecht.
Cabral quer o mesmo e repete os argumentos de outros réus. Alega que a Lava Jato tinha fins políticos, acusa Moro parcialidade e de buscar promoção pessoal. Repete o que já disse Toffoli sobre a operação: “o necessário combate à corrupção não autorização o fiscal e o aplicador da lei a descumpri-la”.
A defesa de Cabral ainda usa trechos de diálogos entre Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol para reforçar o pedido de extensão dos benefícios. Ele diz que os diálogos “envergonham o Estado de Democrático, as instituições que prometeram proteger e a si mesmos”.
Moro condenou Cabral em 2017 a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas do ex-governador – que também foi condenado várias vezes pelo juiz Marcelo Bretas – chegaram a 425 anos de cadeia.
Cabral não menciona na petição protocolada no STF, mas confessou parte dos crimes cometidos e cumpriu anos de prisão. Da mesma forma que Marcelo Odebrecht, Cabral quer o benefício dado por Toffoli.

