A juíza Jaiza Fraxe, da 1ª Vara Federal Cível do Amazonas, impediu o ingresso de Carlos Suarez na ação que forçou a Agência Nacional de Energia Elétrica a aceitar os termos da Âmbar Energia, da J&F, para assumir o controle da Amazonas Energia. A determinação foi proferida na terça-feira (22) e atendeu a pedido da Amazonas.
Um dos maiores empresários do setor, Suarez tenta participar da discussão desde o início, em junho, por meio de sua distribuidora de gás, a Cigás, que atua no Amazonas. O empresário teme que o controle da Amazonas Energia pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F, impacte seus negócios.
Há uma briga Suarez e os Batista, porque a Amazonas atende seus clientes no estado com energia obtida a partir de consumo de gás fornecido em parte pela empresa de Suarez. Esse fornecimento não está limitado à Amazonas Energia, mas ela é um cliente importante.
Recentemente, nessa mesma ação judicial sobre o controle da Amazonas Energia, a Aneel havia solicitado que a entregado controle à Âmbar Energia fosse desfeita. Argumentou que houve descumprimento de regras básicas do Direito e que foi feita fora do prazo de validade da medida provisória publicada pelo governo Lula para ajudar os Batista.
Apesar de mencionado na decisão proferida por Fraxe ontem, o pedido da Aneel não foi analisado. A magistrada tem dado seguidas decisões que favorecem os interesses da J&F.
Leia abaixo o que o Bastidor já publicou sobre a disputa pela Amazonas Energia e a decisão proferida pela juíza Jaiza Fraxe no dia 22 e publicada nesta quarta-feira (23):
- Desfaz tudo
- A vitória da confusão
- Tudo e mais um pouco
- 1 bilhão a menos na oferta
- A conquista pela confusão
- Batistas conseguem outra
- A desistência do desembargador
- Jeitinho para ajudar os Batista
- A pressão não adiantou
- Contra o tempo
- Só para tratar da Amazonas
- Aneel x Batistas
- Falta habilidade, sobra incentivo
- Silveira em dois fronts

