Elmar Nascimento, líder do União Brasil na Câmara, ficou sem alternativa a não ser desistir da disputa pela presidência da Casa. A decisão ocorreu nesta quinta-feira (31), um dia após o PT formalizar o apoio a Hugo Motta (Republicanos-PB), candidato do presidente da Câmara, Arthur Lira.

Além do PT, Motta já tem apoio de Republicanos, PP, Podemos, PL e MDB, que somam mais de 300 votos.

A desistência de Elmar se deve, essencialmente, a dois fatores: o veto do presidente Lula e de integrantes do seu governo, e o consequente abandono de Arthur Lira (PP-AL) após essa resistência do Palácio do Planalto.

Por meses, Elmar foi considerado o favorito do presidente da Câmara, mas não se viabilizou com a base aliada do governo, nem com a oposição bolsonarista.

Após Lira tirar da cartola o nome de Motta, Elmar chamou o aliado de traidor e insistiu em sua própria candidatura. Já era considerado há mais de um mês inviável na disputa, como noticiou o Bastidor em setembro.

Resta como candidato, além do favorito Motta, Antônio Brito (PSD-BA), que resiste até agora. O presidente do seu partido, Gilberto Kassab, decidirá se leva o aliado adiante ou não.

Havia um acordo entre Elmar e Brito de que um apoiaria o outro no segundo turno da disputa. O acerto não será mantido pelo União Brasil, que pretende aderir à candidatura de Motta.

Atualização às 14h para acrescentar a nota do União Brasil:

O União Brasil manteve, por ora, a candidatura de Elmar. Em nota, o partido disse, contudo, “que com a decisão do PT de apoiar o candidato Hugo Motta, Elmar demonstrou disposição para dialogar com outros concorrentes”.