Um compromisso de combate à fome é provavelmente o mais longe que o Brasil conseguirá chegar no encontro do G20, que acontece no Rio de janeiro. Nesta segunda-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe os líderes das 20 principais economias do mundo, além da União Africana.

O encontro marca o fim do período do Brasil na presidência do bloco. A partir de 2025, a liderança passará para a África do Sul.

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que será oficializada, é a principal iniciativa do governo Lula. Até esta segunda, 81 países aderiram ao compromisso. Do grupo dos G20, apenas a Argentina ficou de fora porque o presidente Javier Milei mandou retirar sua delegação.

Há dinheiro para a Aliança e compromisso dos países em combater a fome, de início em seus próprios territórios. O Banco Mundial se comprometeu a investir 25 bilhões de dólares no projeto, de início.

Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil iniciou uma campanha para criar uma aliança global contra a fome. A iniciativa recebeu o apoio de diversas nações e órgãos internacionais. Entre os signatários, estão os Estados Unidos. O presidente Joe Biden confirmará a participação do país no acordo.

Mas acaba aí.

Após o G20, o presidente da China, Xi Jingping, ficará para uma visita de estado. A princípio, este conjunto formado pelo G20 e a visita de Xi deveria ser proveitoso para o Brasil, mas as duas coisas foram esvaziadas pela eleição de Donald Trump. Opositor de acordos multilaterais, ninguém acredita que Trump cumpra qualquer compromisso acertado por Joe Biden no Rio.

O G20 se tornou uma oportunidade para que Lula e os líderes presentes discutam o que fazer com a volta de Trump.