O Conselho Nacional de Justiça aposentou compulsoriamente a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Lígia Maria Ramos Cunha Lima. A pena, uma das mais graves a ser aplicada a um magistrado, foi decidida na terça-feira (19), por unanimidade. Lima é um dos alvos da operação Faroeste, que descobriu um esquema de venda de decisões para grilagem de terras no oeste do estado.

O relator do caso, conselheiro João Paulo Schoucair, afirmou que há indícios suficientes para comprovar a interferência de Lima em decisões judiciais. Em dezembro de 2020, a magistrada foi presa por suspeita de ter recebido 950 mil reais em propina.

A soltura de Lima foi autorizada em junho de 2021 pelo ministro Og Fernandes, relator da Faroeste no Superior Tribunal de Justiça. A desembargadora aposentada pelo CNJ é investigada também por proferir decisões que atendiam interesses de seus filhos, os advogados Arthur e Rui Barata.

O trio foi denunciado pelo Ministério Público Federal em 2021.

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