O Tribunal de Justiça de Goiás decide nesta terça-feira (3) se bloqueia os bens do empresário Guimar Alves, conhecido como Rei do Laranjal. Ele é acusado de usar outras pessoas como sócios formais dos seus empreendimentos para fugir de cobranças de credores.

Somente uma das dívidas, de 2005, chega a 16 milhões de reais. O caso foi revelado pelo portal Metrópoles em maio. O Bastidor também teve acesso aos autos.

Segundo as acusações, Guimar pagava pessoas pobres, como beneficiários do Bolsa Família, e as colocava como proprietárias de fazendas em empresas dele.

Um dos casos é o da fazenda Ribeirão Bonito. O empresário é suspeito de ter colocado Carlos Roberto Alves Filho para figurar no quadro societário. Um credor que foi à Justiça, a Polo Indústria e Comércio LTDA, cita que Carlos Roberto e mais duas mulheres aparecem como sócias em empresas que pertenceriam a Guimar.

Carlos Roberto Alves Filho é um funcionário humilde de uma das empresas de Guimar. As outras duas citadas como sócias trabalham, respectivamente, em um pesqueiro e como auxiliar de escritório.

Ao contrário dos sócios, que podem ser acionados na Justiça, Guimar é conhecido pela ostentação nas redes sociais. Costuma publicar imagens em passeios com aeronaves, com carros de luxo e em casas em condomínios de alto padrão.

A 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Goiás já havia determinado provisoriamente a indisponibilidade da mansão em que Guimar mora e da sede industrial das Embalagens Piloto, uma das suas empresas. Nesta terça, os desembargadores definem se tornam a decisão permanente. 

O Bastidor tentou, mas não conseguiu contato com a defesa do empresário.