Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (5), em Fortaleza, suspeitas de participar de comprar votos em cidades do interior do Ceará. A operação Vis Oculta, deflagrada pela Polícia Federal, apura um esquema pelo qual membros de facções criminosas tentavam influenciar nos resultados das eleições municipais.

A ação desta quinta-feira é um desdobramento da operação Mercado Clauso, de outubro. À época, a Polícia Federal apreendeu cerca de 600 mil reais, que seriam usados para comprar votos de eleitores em dezenas de municípios do interior cearense. O dinheiro, segundo as investigações, era proveniente de contratos fraudulentos entre entes públicos e privados.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Canindé e Choró. Outras cinco pessoas foram alvos de medidas cautelares como o uso de tornozeleiras. Há suspeita de que pelo menos um servidor público esteja envolvido.

Uma reportagem do jornal Diário do Nordeste mostrou como facções criminosas a exemplo do PCC e do Comando Vermelho têm atuado para interferir no processo eleitoral cearense. O Tribunal Regional Eleitoral identificou ao menos seis cidades em que essas organizações tentaram comprar votos para eleger prefeitos e, depois, ter acesso a contratos públicos.

O objetivo das quadrilhas é não só ampliar territórios para as atividades de tráfico de drogas, mas conseguir apoio e influência na política e em outros setores da sociedade.