O ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos iniciaram um movimento de reaproximação com o mercado financeiro. Miram a eleição de 2026. Nesta semana, ele esteve em São Paulo com gestores e representantes de grandes fundos do Brasil e do exterior.
Diante de muita reclamação da política econômica do presidente Lula e da incapacidade do governo de entregar um ajuste fiscal robusto, Bolsonaro se colocou como solução.
Bolsonaro está inelegível até 2030, mas já disse que se candidatará em 2026 para enfrentar a Justiça Eleitoral. Acredita que pode reverter a inelegibilidade com a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, com a base social que ainda o apoia e com a dificuldade de Lula em controlar as contas públicas.
O ex-presidente apresentou um discurso diferente. Disse que fará uma política fiscal rigorosa. Afirmou que retomará as reformas econômicas que não foram concluídas em seu primeiro mandato. E assegurou que não vai mais ter uma relação conflituosa com a imprensa e que governará com o Congresso. Convenceu parte da plateia.
Será, na definição de um aliado presente no encontro, um governo maduro. Estiveram na reunião o ex-ministro Adolfo Sachsida, o bispo Robson Rodovalho e o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten, que promoveu o almoço.
Agentes do mercado saíram animados diante de um cenário com o dólar acima de 6 reais há dias e a perspectiva de juros altos.
Outros encontros do tipo ocorrerão. Mesmo se mantida a inelegibilidade de Bolsonaro, seus aliados querem conquistar o mercado financeiro desde já para viabilizar a volta da direita ao poder.

