O presidente Lula indicou Wadih Damous, atual secretário nacional do consumidor no Ministério da Justiça, para a presidência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O mandato do atual presidente da agência, Paulo Rebello, termina na segunda-feira, dia 21.
Ao Bastidor, Damous afirmou que a sabatina deve ocorrer apenas no ano que vem, já que o Congresso entra em recesso na próxima semana. Até lá, ele permanecerá à frente da Senacon, aguardando a aprovação pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Como antecipado pelo Bastidor, Lula já havia sinalizado a aliados que indicaria Wadih para o comando da ANS. A oficialização saiu nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União, junto a outros 15 nomes destinados a agências reguladoras. Inicialmente, a intenção era que a indicação tivesse ocorrido mais cedo, mas o calendário apertado e a impossibilidade de realizar a sabatina ainda este ano atrasaram o processo.
A escolha de Wadih conta com o apoio de empresários do setor de saúde próximos ao presidente. Segundo fontes ouvidas pelo Bastidor, esses grupos fizeram um lobby intenso para emplacar o advogado.
Além do respaldo no setor, Wadih é amigo de longa data de Lula. Advogado de formação, ele foi um dos responsáveis pelo habeas corpus concedido em julho de 2018 pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que determinava a soltura do petista.
Além de Wadih, Lula fez duas indicações estratégicas para a Agência Nacional do Petróleo (ANP). As escolhas refletem uma derrota de Alexandre Silveira, o ministro de Minas e Energia. Silveira queria indicar Pietro Mendes, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério, para a diretoria-geral da agência, mas perdeu.
O indicado como diretor-geral foi Artur Watt Neto, apadrinhado pelo senador Otto Alencar, do PSD. Watt recebeu também o apoio do próximo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que estava incomodado com o apetite de Silveira. Pietro Mendes, preferido de Silveira, acabou indicado para uma diretoria.

