O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar Débora Bezerra de Azevedo, irmã do tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, um dos “kids pretos”, preso por suspeita de participar de uma tentativa de golpe de estado em 2022.
No dia 28 de dezembro, Débora foi barrada ao visitar o irmão, depois que a segurança detectou metais dentro de uma caixa de panetone, que seria entregue a ele. Dentro havia um fone de ouvido, um cartão de memória e um cabo USB. Todo o material foi apreendido. O crime pode render prisão de três meses a um ano, segundo o Código Penal.
As visitas a Rodrigo estão proibidas desde o dia 30 de dezembro. No breve trecho divulgado do despacho que determinou a abertura do inquérito, Moraes não deixa claro quando pretende liberar visitas ao militar preso.
Rodrigo Bezerra de Azevedo era membro do batalhão de Forças Especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”. Conforme apurações da PF, ele era um dos integrantes do grupo no aplicativo Signal “Copa 2022”, sob o codinome Brasil, que monitorou o ministro Alexandre de Moraes entre novembro e dezembro de 2022.
Azevedo é um dos 37 indiciados por tentativa de golpe de estado, junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e o comandante da Marinha, almirante Almir Garnier dos Santos.

