A compra de 13 termelétricas da Eletrobras pela Âmbar Energia foi suspensa por uma liminar concedida pela desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Na decisão, ele afirma haver irregularidades processuais que afetam indiretamente a aquisição da Amazonas Energia pela Âmbar, empresa da J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
Bello concordou com pedido de suspensão feito pela Cigás fornecedora de gás para termelétricas instaladas no Amazonas. A Cigás, uma sociedade do governo do Amazonas com o empresário Carlos Suarez, teme que a compra da Amazonas Energia pela Âmbar prejudique seus negócios.
A Cigás fez o mesmo pedido em primeira instância, mas não havia sido atendida. A juíza Jaiza Fraxe negou o pedido, sob argumento de que não haveria risco às atividades da Cigás e que qualquer problema poderia ser resolvido por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica.
A juíza Jaiza Fraxe tem atendido a todos os pedidos feitos por Amazonas e Âmbar desde o início do negócio, em junho do ano passado. Ela inclusive obrigou a Aneel a validar a operação na forma desejada pela Amazonas e pelos irmãos Batista.
A Cigás, então, recorreu ao TRF1 e obteve liminar favorável de Ney Bello durante o recesso do Judiciário.
A representação da Cigás no TRF1 é feita pelo escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer. O escritório também atua em favor da Paper Excellence, que disputa desde 2017 o controle da Eldorado Celulose com a J&F.
Leia a decisão proferida por Ney Bello no domingo (5):

