A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, foi presa nesta quinta-feira (9) em Caracas, após protestos contra a posse do presidente Nicolás Maduro, marcada para esta sexta-feira (10). A equipe de Machado diz que ela já foi liberada, mas foi obrigada a gravar alguns vídeos enquanto ficou sob o poder de agentes chavistas.
O partido da opositora publicou no X que membros do regime Maduro atiraram contra a motocicleta que transportava María Corina Machado para obrigá-la a parar.
⚠️⚠️⚠️ María Corina (@MariaCorinaYA) fue violentamente interceptada a su salida de la concentración en Chacao.
— Comando ConVzla (@ConVzlaComando) January 9, 2025
Esperamos confirmar en minutos su situación.
Efectivos del régimen dispararon contra las motos que la trasladaban.
A prisão de María Corina ocorre em um contexto de crescente repressão do governo Maduro e silêncio do Brasil. Na mesma semana que fez um evento para celebrar a democracia, o governo Lula assiste ao endurecimento da ditadura na Venezuela sem tomar qualquer atitude.
Apenas países que reconheceram a vitória de Maduro receberam convite específico para a posse. Mesmo sem reconhecer o resultado e permanecer em cima do muro, o Brasil foi incluído no grupo. O Itamaraty designou a embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Oliveira, para a cerimônia.
María Corina não aparecia publicamente desde agosto. Hoje ela saiu do esconderijo para participar de uma manifestação na região de Chacao, nos arredores de Caracas. Publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece em cima de um caminhão com a bandeira do país.
As manifestações, que reuniram centenas de opositores em Caracas, Maracaibo e Valência, foram dispersadas com gás lacrimogêneo pelas forças de segurança do governo.
A oposição diz que Edmundo González, substituto de Machado nas eleições, venceu com 70% dos votos. No entanto, a autoridade eleitoral declarou Maduro como vencedor, sem apresentar provas.

