O ministro Kassio Nunes Marques foi o sorteado para ser relator do inquérito da Operação Overclean no Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem (16), a Polícia Federal enviou à Corte a investigação que apura desvios de dinheiro público por meio de emendas parlamentares e de convênios direcionados para obras e serviços superfaturados. Segundo a PF, a organização criminosa seria chefiada pelo empresário Marcos Moura, o Rei do Lixo da Bahia, integrante da Executiva Nacional do União Brasil e amigo de ACM Neto.

O inquérito alcançou o STF devido à citação do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA). Documentos relacionados a uma transação imobiliária envolvendo o parlamentar foram encontrados em um cofre de Moura, reforçando as suspeitas de ligação entre ambos. Além de Nascimento, a investigação menciona contatos do grupo com Ana Paula Magalhães, assessora do senador Davi Alcolumbre.

O empresário José Marcos Moura, o “Rei do Lixo”, chegou a ser preso, mas foi solto nove dias depois, pela desembargadora Daniele Maranhão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que disputa uma das cadeiras no Superior Tribunal de Justiça.

Como mostrou o Bastidor, os dias em que Moura ficou preso foram de tensão em Brasília, devido à influência do “Rei do Lixo”. Ele e outros 16 envolvidos foram soltos após mobilização de uma equipe de advogados de renome. O caso cair com Kassio causou alívio entre advogados de defesa dos investigados.

A PF afirma que Moura e seu grupo estão envolvidos em  desvios de dinheiro público por meio de emendas parlamentares e de contratos do DNOCS (Departamento de Obras Contra a Seca) em vários estados. Segundo a polícia, a organização criminosa movimentou mais de 1,4 bilhão de reais desde 2020.

Leia o que o Bastidor já publicou sobre Marcos Moura e a Operação Overclean: