Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco alertaram Lula, recentemente e sob reserva, sobre o que consideram ser os riscos de o governo manter Alexandre Silveira à frente da pasta de Minas e Energia, de acordo com uma fonte a par da conversa.
O encontro entre Lula, Pacheco e Alcolumbre ocorreu no Palácio do Planalto, no começo de dezembro do ano passado. E o recado foi reforçado por colegas de Silveira na Esplanada.
A resistência de Davi Alcolumbre ao nome de Silveira é recente, mas a de Pacheco, não. Há meses que a relação entre os mineiros não anda bem. O presidente do Senado está incomodado com a postura do ministro de Minas e Energia, que tenta agradar Lula para conseguir apoio a uma eventual candidutura ao governo de Minas Gerais, que também é o sonho do presidente do Senado em 2026.
Um dos exemplos de problemas causados por Silveira, segundo fontes ouvidas pelo Bastidor, foi a compra da Amazonas Energia pela Âmbar Energia, do grupo J&F. O ministro fez o que pôde para que o órgão chancelasse a operação nos moldes exigidos pelos irmãos Batista. Mas a conclusão, ainda parcial, só foi possível após intervenção judicial.
Outro exemplo mencionado contra Silveira foi o prejuízo à população com o adiantamento da Conta Covid.
O Ministério de Minas e Energia, via Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, havia prometido melhores tarifas ao consumidor com o pagamento antecipado, pelas distribuidoras, dos empréstimos bancários fornecidos há quatro anos, para essas empresas suportarem a inadimplência durante a pandemia.
Mas o que se viu, segundo a Aneel, não foi benefício. Ao contrário, as instituições financeiras negociaram, e conseguiram, o pagamento de uma taxa por antecipação do empréstimo.

