Em uma reunião fechada, os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica deram poderes ao diretor-geral, Sandoval Feitosa, trabalhar com a Advocacia-Geral da União para garantir a compra da Amazonas Energia pela Âmbar Energia. O procedimento adotado nesta sexta-feira, dia 7, é uma vitória dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da Âmbar, que querem uma decisão administrativa do governo para garantir a segurança do negócio.
Como antecipou o Bastidor, a reunião convocada por Sandoval terminou com três votos favoráveis à autorização e apenas um contrário. Votaram com Sandoval a diretora Agnes Costa e a diretora substituta Ludimila Silva, que foi indicada pelo governo Lula.
O voto contrário partiu de Ricardo Tili. Ele criticou duramente Sandoval e levantou suspeitas em relação à pressa do diretor-geral em discutir o assunto. Um dos motivos é fato de a diretoria da agência ter uma reunião ordinária marcada para a próxima segunda-feira, dia 10.
Outra questão levantada por Tili é o impacto da decisão orquestrada por Sandoval no processo que tramita na Justiça Federal do Amazonas e da 1ª Região, que envolve Aneel, Amazonas Energia, Âmbar Energia e Cigás. O movimento da agência por um acordo com a ajuda da AGU praticamente anula todos os argumentos apresentados até agora ao Judiciário.
A decisão capitaneada por Sandoval se soma a decisões da juíza Jaiza Fraxe, da 1ª Vara Federal Cível do Amazonas, e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em favor da compra da Amazonas Energia pela Âmbar. O Bastidor já mostrou que as decisões judiciais, mais a postura da AGU no caso, têm garantido o interesse dos irmãos Batista.
Além da Justiça e a Aneel, a Âmbar teve ajuda do governo Lula, que editou uma medida provisória para garantir condições financeiras favoráveis à compra da Amazonas Energia.
Leia o voto de Ricardo Tili:

