Preso em 2015 pela Lava Jato e condenado por corrupção passiva, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto segue com influência nas indicações para a Petrobras, agências reguladoras e fundos de pensão, como a Previ – alvo do Tribunal de Contas da União por conta de um déficit de 14 bilhões de reais em 2024.
Vaccari, contudo, está longe da confusão. Ele está na Itália, onde busca material para requisitar a cidadania italiana. O sobrenome Vaccari é difundido na região de Emília Romanha, no norte do país. O petista deve ficar na Europa até o final de fevereiro.
Embora não tenha nenhum cargo oficial no PT e esteja distante do primeiro escalão do governo Lula, Vaccari ainda é procurado por quem tenta aproximação com o partido e com o governo. Recentemente, empreiteiras condenadas na Lava Jato o acionaram em busca de ajuda na renegociação dos termos dos acordos de leniência no Supremo Tribunal Federal.
Procurados, os advogados de Vaccari confirmaram a informação. Disseram que ele foi à Itália “levantar os documentos de seus ascendentes junto aos órgãos públicos e eclesiásticos e, caso consiga obtê-los, exercer seu direito à cidadania italiana”.

