O ex-policial penal federal Jorge Guaranho foi condenado nesta quinta-feira (13) a 20 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado e por motivo fútil, pelo assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, em julho de 2022, em Foz do Iguaçu (PR).
O crime foi motivado por intolerância política. A vítima era ex-tesoureiro do PT municipal e comemorava o aniversário em uma festa com temática alusiva ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Guaranho é bolsonarista e se irritou com a comemoração.
A campanha eleitoral estava no início. Arruda comemorava seu aniversário em um evento fechado em um clube. Guaranho foi ao local provocar os convidados. Assim que chegou, começou a tocar uma música favorável a Jair Bolsonaro. Houve uma discussão e Arruda jogou um punhado de terra dentro do carro do policial penal, que estava acompanhado da mulher e da filha.
Guaranho foi embora, mas voltou cerca de 10 minutos depois, armado. A mulher de Arruda, que é policial civil tentou conter Guaranho, mas ele começou a atirar. Arruda, que também estava armado, revidou os disparos. Arruda foi atingido duas vezes, sendo uma delas no peito. Guaranho levou quatro tiros.
A defesa de Guaranho tentou argumentar que a discussão não teve conotação política e que o ex-policial penal agiu em legítima defesa. Ele estava em liberdade condicional, que foi revogada depois da decretação da sentença. Ainda cabe recurso.

