O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, tornou públicos os vídeos e áudios da delação premiada de Mauro Cid. O ajudante de ordens de Jair Bolsonaro deu pelo menos sete depoimentos à Polícia Federal. Como benefício, teria o “perdão judicial” ou a “pena privativa de liberdade” inferior a dois anos

Além dos depoimentos, também foram divulgadas as gravações da audiência em que ele fechou o acordo de colaboração e do momento em que foi informado sobre sua prisão.

Em um dos vídeos, Moraes dá uma bronca em Mauro Cid por causa das “contradições”, “omissões” e “mentiras” que ele teria contado ao longo da delação.

“O cancelamento do acordo pode levar à continuidade das investigações e à responsabilização do pai do investigado, da esposa e da filha mais velha”, alertou Moraes.

Confira o depoimento na íntegra:

Moraes também retirou o sigilo do vídeo que registra Mauro Cid assinando o termo de colaboração premiada. Na ocasião, Cid fez questão de vestir a farda.

Outro vídeo mostra Mauro Cid prestando esclarecimentos sobre o áudio divulgado pela Veja, no qual alegava ter sido pressionado pela Polícia Federal a delatar episódios desconhecidos sobre a trama de Bolsonaro para impedir a posse de Lula em 2023.

Após criticar o vazamento e afirmar que o áudio era privado, foi informado de sua prisão, determinada por Moraes e lida pelo juiz Airton Vieira. Cid reagiu com descontentamento, colocou as mãos na cabeça repetidamente e, em seguida, passou mal, desabotoando as mangas da camisa.