O presidente Lula disse a aliados que não quer mais saber de “fogo amigo” e “sabotagem” ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Além de confirmar que Silveira permanecerá à frente da pasta, o presidente elogiou o trabalho do ministro. “Está mostrando serviço”, disse, segundo esses relatos.
Numa das conversas com esses aliados, Lula afirmou que Silveira “comprou” a ordem dele de que o governo ajude o Brasil a ser cada vez mais forte na exploração de petróleo. Disse que Silveira, ao contrário de alguns no governo, no PT e na Petrobras, entende a relevância da exploração do petróleo para o desenvolvimento do país.
“Os países ricos exploram tudo, como não vamos explorar?”, disse, argumentando que é preciso conciliar a exploração de petróleo com a agenda verde. “Temos uma riqueza imensa, mas vergonha de usar essa riqueza para desenvolver o Brasil.”
Lula frisou que Silveira passa a ser da cota pessoal dele.
O presidente busca esfriar a pressão pela demissão do seu ministro. É do Senado que vem a maior articulação pela substituição de Silveira e envolve Rodrigo Pacheco, Davi Alcolumbre e parlamentares do PT e do PSD.
O ministro, como mostrou o Bastidor, hoje é chamado de “traidor” por senadores. É visto por ex-colegas como alguém que usa o cargo para interesses próprios. A pressão por sua demissão aumentou com a iminência da reforma ministerial. Agora, Lula pôs um fim nisso.

