A operação Overclean é assunto proibido dentro do União Brasil, de acordo com fontes ouvidas pelo Bastidor. A preocupação é tamanha, que assessores e advogados do partido não foram acionados para enfrentar a crise. Os profissionais que atuam na contenção de danos ficam apartados da estrutura partidária e seus nomes não foram informados a quem trabalha na legenda.
A Overclean mostrou como o empresário baiano Marcos de Moura montou uma rede de influência sobre prefeituras em diversos estados. Ele é apontado pela Polícia Federal como líder de um grupo envolvido em desvio de dinheiro publico destinado a cidades via emendas parlamentares.
O Bastidor foi o primeiro a mostrar os negócios de Moura, que envolvem contratos para coleta de lixo com diversas prefeituras da Bahia junto e a amizade de ACM Neto, vice-presidente do União Brasil.
A investigação da Overclean foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, depois de serem encontradas provas de que o deputado Elmar Nascimento, do União da Bahia, tem contratos imobiliários com Moura. Desde que chegou à corte, o caso passou a ser tratado sob sigilo, sob argumentos ainda desconhecidos.
A Polícia Federal interceptou conversas que colocam sob suspeita a chefe de gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, outro dos líderes do União Brasil.

