Por uninanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão do ex-ministro e general da reserva Walter Braga Netto. Ele foi preso em 14 de dezembro, por tentar interferir nas investigações sobre a tentativa de Golpe de Estado. O relator do caso, Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
A Polícia Federal apontou que o general trocou mensagens com Mauro Lourena Cid, pai do delator Mauro Cid, pouco antes da operação que mirou Jair Bolsonaro e aliados. As mensagens foram apagadas. A PF afirma que Braga Netto tentou controlar informações da delação.
Os investigadores também encontraram um documento na sede do Partido Liberal, com perguntas e respostas sobre a colaboração de Mauro Cid. Segundo Moraes, a papelada reforça que Braga Netto tentou embaraçar as investigações.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a soltura. O procurador-geral Paulo Gonet disse que “somente a segregação do agravante pode garantir a cessação da prática de obstrução”.
A defesa de Braga Netto nega as acusações. Diz que não há provas concretas contra ele e que o general não tentou obter informações da delação de Mauro Cid. Braga Netto está detido no quartel da 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro.
O julgamento sobre o recebimento da denúncia contra ele e outros envolvidos na trama golpista está marcado para o dia 25.
Leia a íntegra da decisão:

