O Ministério Público de São Paulo quer que os donos dos bancos digitais 2Go Bank e Invbank paguem ao menos 100 milhões de reais em multas. Eles são investigados por ligação com o PCC. Segundo as investigações, as entidades funcionavam como fachada para a lavagem de dinheiro da organização criminosa.
A denúncia foi feita com base no material apreendido durante a operação Hydra, em fevereiro. Os promotores começaram a investigar as duas fintechs depois da delação premiada de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, que lavava dinheiro para integrantes do PCC e foi morto a tiros no Aeroporto de Guarulhos, em novembro.
O empresário detalhou às autoridades como era feita a lavagem de dinheiro do PCC, com o uso de criptomoedas e a compra e venda de imóveis.
No caso do 2Go Bank e do Ivbank, o Ministério Público diz que o dinheiro era lavado de várias maneiras. Uma delas era por meio do uso de contas bancárias de laranjas, nas quais ocorriam pequenas movimentações financeiras, com o objetivo de dificultar a fiscalização.
O inquérito aponta que os bancos movimentaram ilegalmente cerca de 6 bilhões de reais. Os denunciados podem responder pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 13 anos de prisão.

