O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) saiu ileso da reunião que o presidente Lula teve com 14 senadores na noite de quarta-feira (2). Não foi fácil. Alguns deles, lideranças da Casa, fazem forte pressão por sua demissão e já chegaram a chamá-lo de traidor.
Silveira é visto no Senado como alguém que deixou de cumprir acordos com ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, e o atual, Davi Alcolumbre. Apesar das reclamações e dos ataques, tem o apoio irrestrito de Lula.
Além do presidente e da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, participaram do encontro os senadores Davi Alcolumbre, Randolfe Rodrigues, Eduardo Braga, Renan Calheiros, Otto Alencar, Rogério Carvalho, Jaques Wagner, Efraim Filho, Cid Gomes, Eliziane Gama, Veneziano Vital do Rego, Leila, Weverton e Carlos Viana.
A pancadaria em Silveira foi reduzida por conta da discussão sobre exploração de petróleo na Margem Equatorial, na região Norte. Como defende a mesma posição dos senadores, o ministro foi poupado de algumas críticas.
A indignação dos senadores recaiu sobre a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e sobre o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. Os dois trabalham contra a celeridade que o governo e a maior parte do Senado pregam a favor da exploração.
Na reunião, Lula e senadores não trataram de reforma ministerial, disse ao Bastidor um parlamentar que participou do encontro. O presidente, contudo, já sabe as substituições que sua base aliada no Congresso quer que sejam feitas no governo.

