O Departamento de Justiça dos Estados Unidos propôs nesta segunda-feira (21) que o Google seja obrigado a vender o navegador Chrome. A medida é uma das punições sugeridas para restaurar a concorrência no mercado de buscas online, onde a empresa é acusada de manter ilegalmente um monopólio.
O pedido foi apresentado ao juiz distrital Amit Mehta, que em 2023 concluiu que o Google violou a legislação antitruste ao consolidar sua dominância no setor. O julgamento atual, que deve durar três semanas, vai definir quais serão as sanções aplicadas.
Entre as propostas do governo estão também o fim dos acordos que tornam o Google a ferramenta de busca padrão em celulares e computadores, e a exigência de que a empresa forneça dados a concorrentes.
A iniciativa faz parte de uma ofensiva mais ampla contra gigantes da tecnologia. Na semana passada, o governo venceu outro processo contra o Google, relacionado ao mercado de publicidade digital. Embora os casos não estejam diretamente ligados, a nova vitória reforçou o argumento de que a empresa sufoca rivais.
O Google afirma que atua dentro da lei e que as medidas sugeridas prejudicariam a inovação e os consumidores. A empresa propõe apenas ajustes limitados nos contratos, como permitir melhor posicionamento para concorrentes em dispositivos móveis. Para a defesa, as soluções do governo são exageradas e atendem aos interesses comerciais de empresas como a Microsoft, dona do Bing.
O caso foi aberto em 2020, no final do governo Trump, e é considerado o processo antitruste mais relevante desde a ação contra a Microsoft nos anos 1990.
Durante o julgamento, veio à tona que o Google paga mais de 20 bilhões de dólares anuais à Apple para ser o buscador padrão no navegador Safari. Segundo o governo, essa prática prejudica consumidores e anunciantes ao limitar a concorrência.

