A Voepass Linhas Aéreas entrou com novo pedido de recuperação judicial na terça-feira (22). A empresa declarou dívidas de cerca de 400 milhões de reais, sem contar os débitos em moeda estrangeira. Desde 2020, esta é a segunda vez que a Voepass recorre à Justiça para evitar a falência.
Em março, a Anac suspendeu as operações da empresa por falhas de segurança e irregularidades nas atividades.
A Voepass anunciou em fevereiro um plano de reestruturação financeira e conseguiu suspender ações de cobrança e apreensões de aeronaves. No entanto, as medidas não evitaram demissões em abril. O número de dispensados não foi divulgado.
O endividamento com credores concursais – que já tinham a receber da empresa antes do primeiro pedido de recuperação – soma 210 milhões de reais. Deste total, 43,5 milhões são dívidas trabalhistas e 162,2 milhões são créditos quirografários, ou seja, que não têm garantias em bens e não têm prioridade para pagamento. A empresa também deve 3,4 milhões de reais a micro e pequenas empresas.
As dívidas extraconcursais foram estimadas em 187 milhões de reais. Há ainda um débito de 32,5 milhões de dólares, equivalente a cerca de 186,3 milhões de reais.
A crise da companhia se aprofundou após o acidente aéreo em Vinhedo (SP), em agosto do ano passado, que matou 62 pessoas. Outro fator foi o rompimento do acordo com a Latam, que respondia por até 93% da receita da Voepass.
A empresa afirma que manterá o pagamento de salários e benefícios e seguirá honrando compromissos assumidos após o início do processo judicial.
Leia a íntegra do pedido de recuperação judicial:

