A um ano e meio da eleição de 2026, o PT do Rio de Janeiro vê um adversário ganhar força na disputa pela vaga de vice na chapa do prefeito da capital, Eduardo Paes, a governador do estado.
Vice-presidente do PT nacional e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, lidera o movimento que tenta emplacar Fabiano Horta, ex-prefeito de Maricá, ex-deputado federal e seu apadrinhado. Mas, nas últimas semanas, surgiu uma articulação para que a vaga seja do prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, do PP, filho dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho.
Eduardo Paes diz publicamente que seu vice terá de ser integrante de um partido de centro, que considera uma opção melhor para enfrentar algum candidato bolsonarista. Teme ficar muito restrito à esquerda e herdar a rejeição ao PT no estado. O raciocínio prejudica a intenção de Quaquá e, em tese, beneficia Garotinho.
Quaquá é próximo de Paes, tanto que emplacou seu filho, Diego Zeidan, como secretário da Habitação da prefeitura do Rio. Seu projeto de fazer o vice de Paes atrapalha os planos de colegas do PT do Rio, que preferem negociar com Paes uma aliança para lançar a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ao Senado em 2026.
Quaquá está em processo de expansão. Em seu quarto mandato em Maricá, cidade pequena do litoral agraciada com royalties do petróleo, tem negócios em Portugal. É vice-presidente do PT e um dos cinco candidatos à presidência do partido, mas enfrenta uma corrente que busca conter seu poder de influência.
Eduardo Paes acompanha a disputa de longe.

