A Mesa Diretora da Câmara declarou na quinta-feira (24) a perda de mandato do deputado federal Chiquinho Brazão, atualmente sem partido. Brazão foi punido não porque está em prisão domiciliar e é acusado de ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco, mas por faltas.
A Constituição estabelece que o parlamentar que faltar a mais de um terço das sessões ordinárias, sem estar sob licença ou com autorização prévia, perde o mandato automaticamente. Por causa da prisão, Brazão estava sem comparecer à Câmara há 402 dias.
Brazão respondia a um processo de cassação no Conselho de Ética pela suspeita de mandar matar Marielle e Anderson Gomes. Seu irmão, Domingos, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, responde pelos mesmos crimes e também está preso.
A lentidão do processo contra Brazão no Conselho de Ética foi um dos motivos alegados pelo deputado Glauber Braga para realizar uma greve de fome de nove dias. O parlamentar do Psol também responde a um processo de cassação, em que é acusado de agredir um youtuber. Segundo ele, era um absurdo que a situação pudesse andar mais rápido do que a cassação de um colega acusado de ser mandante de assassinato.

