Guido Mantega desistiu de disputar uma vaga no conselho fiscal da Eletrobras. A informação foi confirmada pela empresa em comunicado aos investidores divulgado no domingo (27). O motivo da desistência não foi informado pela companhia.
Segundo a Eletrobras, a sugestão de um novo nome pelo governo Lula “ocorrerá oportunamente”. A assembleia-geral da empresa, para análise e votação dos nomes indicados para os conselhos fiscal e de administração, está marcada para esta terça-feira (29).
Mantega havia sido indicado pelo presidente em 27 de março, um dia após União e Eletrobras chegarem a um acordo sobre maior participação do Poder Público na gestão da empresa privatizada em junho de 2021.
O acordo prevê que o governo tenha três cadeiras no Conselho de Administração — antes tinha uma — e uma no Conselho Fiscal da Eletrobras, colegiado onde a União não tinha participação prevista. O combinado também inclui os respectivos suplentes de cada vaga ocupada.
Antes da Eletrobras, Lula tentou emplacar Mantega na Vale. Mas não conseguiu por conta da resistência do mercado e dentro da empresa de mineração. A pressão pelo economista foi tamanha que deixou conselheiros e diuretores da companhia “perplexos”.
Mantega ficou marcado na história do Brasil por ter sido o Ministro da Fazenda de Dilma Rousseff. Com suas políticas anticíclicas, o economista levou o país a uma das piores crises econômicas da história. Esse cenário ajudou a concretizar o impeachment da então presidente.
Clique aqui para ler o comunicado publicado pela Eletrobras.

