A deputada federal Daniela do Waguinho, do União Brasil, pediu ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o afastamento do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. O cartola se mantém no posto graças a uma liminar concedida por Mendes em janeiro do ano passado.

Na ocasião, Ednaldo havia sido afastado do cargo e uma medida judicial determinava a nomeação de um interventor na CBF, até que uma nova eleição fosse convocada. A decisão de Mendes, contudo, deu sobrevida ao presidente da CBF, que está até hoje no cargo.

Em agosto de 2023, sob a administração de Ednaldo, a CBF fechou uma parceria com o IDP (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa), do qual o ministro Gilmar Mendes era sócio. Hoje, a instituição é comandada por seu filho Francisco Mendes. A notícia da parceria foi retirada do site da entidade após questionamentos sobre a proximidade com Gilmar Mendes.

Na petição encaminhada ao STF, Daniela do Waguinho questiona o acordo que validou a eleição de Ednaldo para presidente da CBF. Em janeiro, adversários de Ednaldo assinaram um acordo, pelo qual desistiam de ações judiciais e o reconheciam como presidente da CBF.

Com base num laudo técnico, a deputada afirma que a assinatura de um deles, o ex-vice-presidente Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido como coronel Nunes, pode ter sido falsificada. Ela usa um laudo médico para questionar a capacidade cognitiva do coronel Nunes para assinar o documento.

Políticos têm acompanhado a disputa em torno da CBF. A permanência de Ednaldo como presidente deve-se a um pedido do PCdoB ao Supremo. O partido indicou Alcino Reis Rocha, filiado à sigla, como secretário-geral da confederação.

O cargo só está abaixo da presidência e tem sob sua responsabilidade a relação com entidades internacionais, como a Fifa e a Conmebol, com entes governamentais e com as federações estaduais e clubes filiados.

Leia a petição: