O vice-presidente da CBF, Fernando Sarney, pediu nesta quarta-feira (7) que o Supremo Tribunal Federal (STF) anule o acordo firmado em janeiro, que garantiu a manutenção de Ednaldo Rodrigues na presidência da entidade.
Filho do ex-presidente José Sarney, Fernando foi um dos dirigentes que assinou o documento que possibilitou a permanência de Ednaldo no cargo. No acordo, os dirigentes desistiam de ações judiciais contra Ednaldo. Agora, ele afirma que mudou de ideia devido às denúncias de que a assinatura de outro dos signatários, Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido como coronel Nunes, pode ser falsa.
Na terça-feira, a deputada Daniela do Waguinho, do União Brasil do Rio de Janeiro, apresentou pedido semelhante. Segundo um laudo apresentado por ela, assinado por um médico da CBF, coronel Nunes não tinha plenas condições cognitivas na data da assinatura do acordo, o que gera suspeitas de falsificação.
Mas, como a deputada não é dirigente CBF, a ação fica prejudicada. Como vice-presidente, Fernando Sarney pode fazer isso.
No documento com assinatura suspeita, os dirigentes concordavam em desistir de ações judiciais para remover Ednaldo da presidência. Ele estava pendurado no cargo desde janeiro de 2024, graças a uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes.
Na ação, Fernando Sarney pede que o Supremo anule o acordo entre os dirigentes, que garante Ednaldo no poder. Pede que seja reconsiderada a liminar do ministro Gilmar Mendes, que brecou ações contra Ednaldo e que o caso seja enviado ao Ministério Público.

