A juíza Giovana Pasqual de Mello, da 4ª Vara da Comarca de Sinop, no Mato Grosso, ignorou parte das denúncias de credores e aceitou nesta terça-feira (20) o pedido de recuperação judicial do grupo Safras, um dos maiores conglomerados agroindustriais do Brasil. A dívida declarada é de cerca de 2,2 bilhões de reais.

 As acusações dos credores abundam. Eles afirmam que os controladores do grupo, Dilceu Rossato e Pedro de Moraes Filho, esvaziaram o patrimônio e repassaram recursos para fundos de investimento. Também dizem que a recuperação judicial é um escudo para práticas ilícitas.

Há ainda suspeitas de apropriação indébita de grãos que estavam armazenados nas estruturas do conglomerado, que conta com mais de 70 subsidiárias.

Apesar de acatar o pedido de recuperação, a juíza determinou a instauração de um outro processo para investigar a relação do grupo com o fundo Bravano FIDC, uma possível interferência externa na gestão das empresas e prática de fraudes. O Ministério Público concordou com a medida.

O pedido de recuperação judicial foi feito no início de abril. A petição engloba matrizes e filiais da Safras Armazéns Gerais, Safras Bioenergia e Safras Agroindústria.

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