A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (27) a operação “Inside Threat”, que investiga um esquema de fraude bancária com prejuízo superior a 11,1 milhões de reais envolvendo um empregado da Caixa Econômica Federal. A operação foi autorizada pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Segundo as investigações, o funcionário teria realizado transferências via Pix sem autorização dos clientes, usando contas de terceiros para ocultação dos valores e direcionando parte do montante a empresas de apostas. O prejuízo comprovado informado pela Caixa é de mais de 11,1 milhões de reais. As medidas judiciais incluem mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, além de quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático. Também foi autorizado o sequestro de bens até o valor estimado do dano.
A operação é resultado de apuração interna da própria Caixa e é conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes no Distrito Federal. Os crimes investigados são furto mediante fraude eletrônica, peculato-furto e lavagem de dinheiro. A PF suspeita que o servidor agia com o auxílio de “laranjas” que cederam contas bancárias para movimentar os recursos desviados.
A Inside Threat foi deflagrada no mesmo dia da operação “Não Seja um Laranja DF e GO”, que tem como alvo pessoas que emprestam suas contas bancárias a criminosos mediante pagamento. Foram cumpridos sete mandados de busca no DF e em Goiás, com apoio das Polícias Civis dos dois estados. As duas ações integram a Força-Tarefa Tentáculos, criada por meio de um acordo de cooperação técnica assinado em 2024 entre a Polícia Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal. A iniciativa visa fortalecer o compartilhamento de tecnologias e estratégias para o combate a crimes contra instituições financeiras cometidos pela internet.

