Os ministérios públicos de Brasil e Itália vão firmar em junho um acordo para melhorar a troca de informações sobre o PCC e a máfia. A informação foi divulgada pela GloboNews nesta sexta-feira (30).
O acordo passou a ser discutido após a prisão de Vincenzo Pasquini, mafioso que delatou às autoridades italianas detalhes dos negócios entre a ‘Ndrangheta, a máfia da Calábria, e o Primeiro Comando da Capital. Informações obtidas pelo MP da Itália mostram que o PCC tem participado, além do transporte de drogas, do tráfico de armas de grosso calibre.
Com a assinatura da parceria, integrantes dos MPs dos dois países terão acesso a informações sobre investigações enquanto elas estão sendo feitas. Atualmente, essas informações vêm de forma pontual, quando há necessidade de cooperação para colheita de alguma prova ou execução de uma operação.
A parceria com a Itália está dentro dos objetivos apresentados pelo Ministério da Justiça e pela Procuradoria-Geral da República. A equipe do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, quer criar um ‘Gaeco Nacional’, uma rede de troca de informações entre autoridades, principalmente os ministérios públicos, para enfrentar o crime organizado. O procurador-geral da República, Paulo Gonet discute a criação de uma equipe de procuradores exclusiva para enfrentar as grandes facções criminosas.
A parceria entre Brasil e Itália, para enfrentar especificamente o tráfico praticado conjuntamente por PCC e máfia, vem no mesmo momento em que os EUA pressionam o Brasil a reconhecer as grandes facções criminosas como grupos terrorista.
Relatório do Ministério da Justiça divulgado em abril conversas entre integrantes do PCC e da ‘Ndrangheta, a máfia calabresa, combinando o assassinato de rivais. A investigação feita pela Polícia Federal começou a partir do tráfico de drogas no Porto de Paranaguá, no Paraná.
Reportagem publicada pelo UOL em fevereiro mostrou que o PCC transporta cocaína para a máfia calabresa, que distribui a droga na Europa, pelo menos desde 2017.

